17.11.09
11.11.09
Revistas de design gráfico
Alguns artigos sobre revistas de design gráfico:
"History of Aggressive Design Magazines", Steven Heller.
"Das Plakat", Steven Heller
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Ana Q
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27.10.09
White Heat (2)
Alguns pensamentos soltos que escrevi sobre o filme White Heat:
O James Cagney é grande. Aqui está um verdadeiro demónio. Um demónio bailarino, como diria o David Thomson. Um mafarrico. Ele domina o filme do princípio ao fim. A maneira como ele prepara as cenas é digna de nota: o espectador vê o momento em que "passa para o outro lado". Quase pode apontar esse momento: na primeira dor de cabeça, quando tira a cadeira à mulher, quando recebe a notícia da morte da mãe (extraordinária sequência em que a câmara segue o actor por toda a cantina da prisão, numa coreografia enlouquecida). A maneira como ele ouve os outros, com uma grande atenção. O espectador está sempre à espera de como é que ele vai reagir. É um dos grandes actores de sempre do cinema americano. Perigoso, intenso, mas, e isto é importante, agarra a empatia do espectador sem necessitar de entrar em sentimentalismos. Muito difícil de fazer. Qual o actor hoje em dia que, ao mesmo tempo, destila perigo e capta o coração da audiência? Não me lembro de nenhum.
Porque uma coisa extraordinária do filme é o facto de o espectador, ou melhor, eu, estar sempre do lado do Cagney. Aliás, eu estava sempre desejosa que ele descobrisse o polícia traidor. O próprio espectador entra na espiral de violência. Sente uma espécie de libertação sempre que o Cody despacha mais um. Nesse aspecto, é um filme quase niilista. Porque há uma certa alegria em mandar tudo pelos ares. Em transformar tudo num inferno. Comparado com a vitalidade de Cagney, os polícias são amorfos, como diz Bogdanovich "desumanos", com a sua tecnologia e tácticas e inteligência e subterfúgios. Não são nada perante a força vital, energética, incompreensível, irracional, quase que diria poética, que é Cagney. A liberdade dele, em oposição às regras da polícia (bem visto nas perseguições de carro, os mapas, a sistematização: "o carro A segue por aqui, o carro B por ali").
O Raoul Walsh é um clássico, a câmara está sempre no sítio certo. Mas está invisível, e nos dias de hoje, em que a câmara faz tudo para aparecer, pode dar a ideia de que não há trabalho de realização, mas há. A mise-en-scène é irrepreensível. As cenas de Cody com a mãe, a incrível sequência da cantina, a perseguição final, mostrou isso.
E que dizer do cenário espantoso da perseguição final: aquela paisagem industrial, com tubos, canos, esferas, brilhos metálicos, luzes coadas, chamas, ora em penumbra, ora iluminada, é muito poética.
Também achei espantosa a interpretação da actriz que faz de mãe. Tem uma cara expressiva e perturbadora, parece uma ave de rapina, com os olhos esbugalhos, e as mãos ossudas e finas. Uma personagem estranha e fascinante.
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Ana Q
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Marcadores: cinema
25.10.09
White Heat

Walsh often likes to take doomed heroes or lively demons to extreme places.
(David Thomson, A Biographical Dictionary of Film)
Em White Heat (1949), Raoul Walsh resolveu contar a segunda história.
Ficam aqui alguns comentários e imagens deste filme extraordinário e poderoso. Com uma das melhores performances de um dos actores mais originais, intensos e imprevisíveis do cinema americano: James Cagney.
A palavra a David Thomson (A Biographical Dictionary of Film):
Cagney is charged with restlessness, and yet he always contrives to discharge the agitation daintily and with conscious style. Watch him listen to other players and you will realize how often other actors cruised. If he is frightening it is because of that attentiveness and the feeling that what is being said or done to him may provoke extraordinary and unexpected reactions. No one could move so arbitrarily from tranquility to dementia, because Cagney was a dancer responding to a melody that he alone heard. Like a sprite or goblin he seemed to be in touch with an occult source of vitality. What a Bilbo Baggins he would have made; or imagine his Hyde to Fred Astaire's Jeckyll.
Ou então o Mr Quilp, de Dickens.

Peter Bogdanovich (Nacos de Tempo):
Cagney é um dos mais imitados e um dos mais inimitáveis actores que alguma vez apareceram no ecrã. Julgo que mais ninguém do cinema teve tanta energia ou teatralidade. Há coisa de um ano, passei o brilhante filme de gangsters de Raoul Walsh, White Heat, para Orson Welles; nunca o tinha visto e é um fã de Cagney e de Walsh, por isso vimo-lo juntos numa noite, e depois Orson pôs-se a dissertar sobre o absurdo de todos os escritos teóricos acerca da diferença entre a representação cinematográfica e a representação teatral. "Olha para Cagney - tudo o que faz é grande - e no entanto nem por um momento deixa de ser verosímil, porque é real. É verdadeiro. É um grande actor de cinema e as suas interpretações não são de maneira nenhuma moduladas para a câmara - nunca reduz nada."
White Heat, em especial possui uma dualidade decididamente subversiva [...] - a tecnologia avançada e algo inumana da polícia e o chui-informador (Edmund O'Brien) tornam-se moralmente condenáveis perante o brilho da personalidade de Cagney, embora a sua personalidade nunca seja sentimentalizada. (Contudo, Orson e eu apupámos a polícia e aplaudimos Cagney como miúdos de escola).
Eu senti a mesma coisa. Apesar da personagem do James Cagney, Cody Jarrett, ser um assassino psicopata, o espectador dá por si a torcer por ele.
Para além da representação do James Cagney, em White Heat há a destacar a mãe de Cody, interpretada por Margaret Wycherly. Uma personagem muito estranha.
E, entre outras, a cena da perseguição final.

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Ana Q
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Marcadores: cinema
11.10.09
Where to hide?
The priest seemed really doubtful where to begin, and at last he said again:
"Where would a wise man hide a leaf? In the forest."
The other did not answer.
"If there were no forest, he would make a forest. And if he wished to hide a dead leaf, he would make a dead forest."
There was still no reply, and the priest added still more mildly and quietly:
"And if a man had to hide a dead body, he would make a field of dead bodies to hide it."
Chesterton, "The Sign of the Broken Sword", The Innocence of Father Brown
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Marcadores: literatura
2.10.09
Os Cadernos de Mr Pickwick
Acaba de sair para as livrarias um dos acontecimentos do ano, a nível de edição. A tradução portuguesa dos Pickwick Papers, de Charles Dickens: Os Cadernos de Pickwick, pela Tinta da China. Há muito (demasiado, para nossa vergonha) que se pedia esta tradução. Só havia uma, muito cortada, da editora Romano Torres. Agora, finalmente, este livro magnífico, extrordinário, e todos os superlativos que existem e que ainda virão a existir, está disponível em português.
A edição é lindíssima (o design é muito cuidado e bonito, a introdução é do RAP), com mapas e tudo. Podemos acompanhar as viagens do Mr Pickwick pelo sul de Inglaterra e em Londres. Ainda não comecei a ler, porque o meu pai vai ler primeiro, mas logo que possa, será a minha leitura. Ou melhor, a minha terceira. O que não é nada ao pé do Harold Bloom que diz que lê o livro uma vez por ano.
Este é o livro. Quem não gosta dele, não gosta de literatura, ponto.
Para acompanhar, ler o texto do Harold Bloom no Génio e os ensaios de Chesterton sobre Dickens.
Quanto à personagem do Mr Pickwick... bom... é a minha personagem de coração. Se me perguntassem qual a personagem que eu gostaria de conhecer pessoalmente, eu nem hesitava. "Pickwick" era a resposta.
Por isso, obrigada Tinta da China. Obrigada RAP, pela escolha.
Long live Dickens! Autor eterno, autor amado.
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Ana Q
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Marcadores: literatura
22.9.09
Honesto? Penso que não.
Que nome se dá a uma pessoa que pede a outra para fazer uma coisa e depois despede-a por ela ter feito aquilo que lhe foi pedido?
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8.9.09
The truly monstrous
It is hard to laugh at the need for beauty and romance, no matter how tasteless, even horrible, the results of that need are. But it is easy to sigh. Few things are sadder than the truly monstrous.
Nathanael West, The Day of the Locust
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Ana Q
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7.9.09
Vem aí a 9ª!
A nona temporada do CSI estreia no AXN, dia 15 de Setembro (Terça-feira), às 22.25. É a despedida de Gil Grissom (William Petersen) da série. Já vi os primeiros dez episódios (altura em que ele vai embora) e só posso dizer que são extraordinários. Uma grande despedida da minha personagem preferida. A não perder.
Adenda: Atenção ao episódio 8, com participação especial da "minha" Tippi Hedren.
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You crazy woman
A Manuela Ferreira Leite disse que um exemplo de bom governo PSD era o governo de João Jardim na Madeira. A mulher só pode estar doida. E só pode perder as eleições.
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Marcadores: política
26.6.09
Ibsen
Ando a ler as peças de Ibsen que têm vindo a ser editadas pela Cotovia. E no primeiro volume vem a referência de um site dedicado ao dramaturgo norueguês que me pareceu muito interessante. Chama-se "Ibsen em Portugal" e contém muita informação sobre cada uma das peças e mais coisas. Fica a referência.
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Marcadores: literatura, teatro
4.6.09
Manfred Mohr e Sol LeWitt
Fica aqui o link para o site do artista Manfred Mohr, pioneiro na utilização do computador como ferramenta criativa. Vale a pena ver este site que é muito completo e interessante.
Ao mesmo tempo (anos 60) que Mohr trabalhava com variações da forma usando o computador, o artista americano Sol LeWitt fazia uma coisa semelhante, só que manualmente. Fica aqui o link para um vídeo onde se mostra o processo de montagem de um painel de LeWitt.
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Ana Q
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Marcadores: arte, computador, pintura
1.6.09
Generator.x
A arte computacional (arte feita utilizando algoritmos) é um ramo das artes digitais que me interessa muito explorar. Apesar de ter quase a certeza de que nunca estarei à vontade com código, espero vir a ter conhecimentos suficientes para produzir os meus trabalhos. Neste momento ainda estou em fase de aprendizagem mas já tenho algumas ideias para um futuro projecto.
Entretanto, encontrei um blog muito interessante sobre arte computacional. Chama-se Generator.x e é uma boa entrada neste mundo, com muita informação sobre festivais e artistas.
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Ana Q
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Marcadores: arte, computador, design

